sexta-feira, 15 de abril de 2016

Padre Gleidson Forte Martins



Padre Gleidson é um show de padre, e um padre que faz show! Alegre, comunicativo, voz bonita, gestos que abrigam, alma generosa de sacerdote comprometido com a missão de mostrar o caminho do Reino.
A mídia tem padre Fábio de Melo, padre Marcelo Rossi, padre Reginaldo Manzotti e outros. E, nós, também temos o padre Gleidson a levar o evangelho nas asas de sua arte. Ele usa instrumentos atuais para evangelizar e cativar o rebanho que, encantado, ouve a voz do Pastor, e se achega para banhar-se na Palavra proclamadora da Boa Nova, e na Eucaristia, alimento de vida eterna.
Padre Gleidson possui talentos, e não os enterra. Antes, coloca-os a serviço de Deus, da Igreja e de todos. Aproveita-se dos dons que Deus  lhe deu para levar a verdadeira mensagem de Jesus em homilias, pregações e encontros. Somam-se a isso a música e o contentamento que enlevam e ensinam a linguagem dos anjos. Nutrido das bênçãos do Espírito Santo, ele tem arrebanhado almas, antes frias, para a prática religiosa. Ele tem conquistado público para sua música, para suas missas e para os encontros de espiritualidade. Simples, humilde, gente como a gente. Projeta e figura de Jesus ao acolher ricos e pobres, incultos e letrados. Estica o tempo e inventa minutos porque deseja estar sempre disponível para atender, celebrar, abençoar e... cantar. É muito procurado para aconselhamentos e confissões. Ao sondar as dores da alma, ele se insere de tal maneira na vida das pessoas, que descobre a lágrima oculta e sofre junto. Quando passa o dia inteiro vivendo os problemas dos consulentes, sente-se exausto, como se sobre seus ombros pesasse as mágoas de todos.  E se aflige no desejo de encontrar soluções e levar a paz.  
Uma pessoa com tantas virtudes e qualidades, e que agrada a tanta gente, certamente incomoda. Padre Gleidson deve incomodar muita gente que pertence a dois grupos: os tradicionais que não aceitam mudanças, e os invejosos que não suportam o sucesso do outro. Na verdade, “ninguém atira pedras contra árvores sem frutos.”   Essa situação é comum na Igreja. Muitos padres já passaram por momentos de incompreensões, e venceram, porque a promessa de Jesus é cumprida: “Eu estarei sempre com vocês”.  O papa Francisco, exemplo vivo de Jesus, disse em entrevista: “Aquele que constrói muros e não constrói pontes, não é cristão.” E as pessoas atentas aos eventos da Igreja, sabem que o papa tem lutado para implantar as propostas do Concílio Vaticano II, que ainda não foram totalmente atendidas, e tem encontrado muita dificuldade e intolerância, geralmente por parte dos radicais que não desejam ares novos  à Igreja.    Padre Gleidson tem construído pontes para que todos se sintam ligados entre si e irmanados pelos  ensinamentos divinos.
Nosso padre cantor nasceu em Fotaleza, no Ceará, no dia 18 de setembro de 1985. Filho de Luís Evanilson Teixeira Martins e Maria das Graças Forte Martins.  Criado numa família religiosa, tem dois irmãos e uma irmã: Giuliano, Gonzaga e Ghimena.
Pela inquietude e pelo dinamismo de hoje, já se sabe que ele foi uma criança levada da breca!  Corria com os amigos numa algazarra sem fim e, de tanto subir no pé de goiaba – travessura proibida pela mãe – acabou quebrando os dois braços de uma só vez. Deu trabalho. Mas, por incrível que pareça, ele não gostava de tirar retratos, não gostava de festas de aniversário, e não gostava muito de ir  à igreja. Durante as celebrações, puxava o cabelo das outras crianças, mascava chicletes e inventava moda. Mas o menino cresceu um pouco e, quando Jesus escolhe um discípulo, não vê barreiras, considera apenas a Sua vontade. E ao escolhido, basta apenas a Sua graça e nada mais.
O “segue-me” de Jesus aconteceu devagar. Depois de ser crismado e de ter feito a Primeira Comunhão, sentiu um toque mais profundo e o desejo de se avizinhar das coisas de Deus. Padre Adriano incentivou muito sua ascensão espiritual, como o padre Francisco, que também faz parte de sua história. Frequentava igrejas e ajudava os párocos. Muitas vezes, durante as missas, levava a Bíblia num ritual à moda do Ceará: numa peneira coberta com uma toalha bordada ou rendada, o livro sagrado era conduzido por ele, enquanto entoava um cântico religioso, mostrando já um rasgo de sua arte.
Passou por Sete Lagoas, MG, Igreja da Boa viagem em BH, e em Bogotá, Colômbia.
Ordenou-se em Fortaleza, pelas mãos de Dom Jorge, no dia 10 de março de 2013. Exerceu o ministério sacerdotal na Argentina, e agora chega a Caratinga.
Padre Gleidson tem apenas 3 anos de sacerdócio, e traz na bagagem a esperança, o entusiasmo e o desejo de acertar,  como todo jovem idealista. É espontâneo como os puros de coração, e tem os olhos límpidos que lhe permite ver somente o bem em cada um.
Não deixemos que a maldade se apodere de nós. Não apontemos erros com nossos dedos sujos. Não magoemos os pés desse mensageiro de Deus que anuncia a paz, colocando pedras em seu caminho.  Façamos da palavra – dom que somente nós, humanos, possuímos – um instrumento para elevar, incentivar, amar.  Lembremo-nos de que um pregador da Palavra e da doutrina é uma luz. E a luz – conforme o evangelho – não foi feita para ser colocada debaixo da cama ou do armário, mas foi feita para ser colocada no candeeiro, num lugar alto para que possa iluminar.
Desejamos que padre Gleidson seja muito feliz entre nós.  Que ele continue espalhando seu canto bonito e exercendo seu ministério nesta terra, cuja característica maior é o calor humano de nossa gente. Seu trabalho haverá de ser grandioso, como tem sido até agora. Saúde, fortaleza, fé, alegrias, realizações. E...chap, chap!





sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Prêmio Marilene Godinho de literatura



A Academia Caratinguense de Letras – instituição a que tenho a honra de pertencer – instituiu o concurso com o meu nome, destinado ao público infanto-juvenil. No dia 23 de fevereiro passado, no Centro de Convenções Dário Grossi, realizou-se um grande evento para o lançamento do segundo volume do livro “Além da Palavra” e para premiar os vencedores do concurso Marilene Godinho de literatura. Foi uma comemoração festiva que contou com primorosa organização e um número expressivo de pessoas.
Diante de tanta consideração e deferência recebidas, quero agradecer. Primeiramente, ao Eugênio Maria Gomes, de quem partiu a ideia do concurso, e depois à Academia Caratinguense de Letras por ter aquiescido a indicação dele. Agradeço, também, ao professor Antônio Fonseca, sempre presente com seu aplauso.
Eugênio tem promovido a literatura, não só com a publicação de seus livros, mas também incentivando a que outras pessoas escrevam.  É um grande administrador de empresa e pró-reitor do UNEC. Além do trabalho empresarial, desenvolve projetos que movimentam a instituição e a elevam em qualidade de ensino, em captação de alunos e melhoria no relacionamento dos docentes. E mais: é amigo. Meu e de todos os que o cercam. Ele sabe conquistar e fazer com que mostremos o que há de melhor em nós. Não poupa palavras de elogios, nem gestos de verdadeiro incentivo, porque tem o coração bem arrumado de vencedor.  Possui tantas qualidades que é apontado como candidato à prefeitura de Caratinga. Neste momento em que nossos líderes não aparecem, o nome dele desponta como estrela nova de brilho novo.
Vivenciei, naquele momento de homenagem, uma emoção muito grande.  Não mereço, evidentemente, mas recebo como incentivo ao meu trabalho e por considerar que, eventos assim, servem para colocar o livro em evidência.  Ele, sim, merece todo alarde.
Abraçar os vencedores e ver o entusiasmo no rosto de cada um, foi  gratificante. Por fim, o troféu. Lindo, expressivo, de feitura primorosa. Para mim ele vale mais do que a estatueta do Oscar! 
Vivenciando, ainda, o contentamento daquele instante, volto aos primeiros passos de minha lida com os livros.  Por questionar a validade de meus textos  e a grande responsabilidade de colocar uma obra nas mãos de crianças, procurei uma editora séria para avaliação. A Editora Comunicação – destinada à publicação de livros infanto-juvenis – aprovou  o meu primeiro livro: Balão Azul. A partir daí, empreendi uma luta de bandeirante com garra, porque sabia que ninguém é profeta em sua terra. Com ajuda de amigos, diretoras,  famílias e amigos, consegui fazer o Balão Azul alçar voo.   André Carvalho – editor – é um homem brilhante, inteligente e conhecedor do mercado de livros,  levou o meu livrinho em muitos pontos do Brasil, indo parar até na feira de livros em Bolonha , na Itália. Como pessoa incentivadora, mandou-me os pareceres positivos de cada  ledor do Conselho Editorial. E, então, nunca mais parei.
Continuo publicando, dirigindo oficinas de Produção de Textos e fazendo festa.  Brevemente farei uma homenagem muito significativa considerando a grandeza do homenageado: Padre Boreli.  Falaremos mais depois.
Muito obrigada a todos que têm trabalhado para que o livro seja amado, requisito indispensável  na  formação do hábito de leitura, pois só pelo prazer a criança ficará, verdadeiramente, amiga do livro.

    








    

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Hoje é dia de Maria Carolina

                                             
          Maria Carolina Rodrigues Lopes nasceu no dia 07 de novembro de 2000. Na virada do século que prenunciava um novo tempo, sua chegada também se revestia de esperança, de bons desejos, de contentamento e bênçãos.
          Os pais, Marcos e Ivone, de joelhos agradeciam o presente do céu, um novo ser  chegando para  inundar de luz a casa, a existência e o coração deles.
          Desde pequena encantava todos a seu redor com a suavidade de seu riso, vivacidade de seus gestos e de seu olhar de curiosidade. Participativa e inteligente, logo permitiu que a poesia, a música, a dança e o teatro fizessem parte de sua infância.  Aos 4 anos de idade participou do primeiro recital de poesias na Escola Municipal Cinderela com o poema “Caixa Mágica de Surpresa”. Na verdade, a caixa mágica de surpresa foi ela mesma que surpreendeu com sua graça e com a maneira expressiva de declamar. A partir daí, era sempre convidada a participar de eventos. Em minhas festas, ela era presença constante e apreciada. Decorava com facilidade e, não importando o tema, fazia sublime todo e qualquer verso.   Também, a magia da música a conquistou e marcou profundamente sua infância.  Para começar, foi protagonista da peça “O Mágico de Oz” e cantou a música “Além do arco- íris”.  O momento foi tão emocionante que arrancou aplausos entusiasmados da plateia e deixou um toque de encantamento em sua alma. Toda vez que escuta essa melodia, a lembrança daquele momento toca-lhe o sentimento.  Nos recitais de poesia da E. E. Menino Jesus de Praga, sempre conquistou os primeiros lugares, colecionando medalhas e elogios. Com os poemas “Minha Escola” e “Mãe Brasileira”  de minha autoria, ela comoveu o público e as recitou em outras cidades representando a Escola.   Demonstrava a mesma garra e determinação em outras atividades, como o futsal, vôlei e ginástica rítmica. Isso nos mostra o quanto a arte foi evidenciando seus dons e apontando para um rico potencial.
          Muito estudiosa, gosta de ler e escrever. Nas minhas oficinas de “Produção de Textos” foi sempre notável. Atenta, escrevia bem, inventava e sabia passear pelo mundo da lua. Depois, foi tomando traquejo com as palavras e brilhava nos argumentos.
             Acalenta dois sonhos: o de ser cantora e médica. Cantora ela já é. Nos próximos dias lançará seu primeiro CD com 12 canções de sua autoria. Com a supervisão do Beto de Souza, o trabalho tem tudo para agradar e fazê-la continuar.  Quanto à medicina, já sabemos que alcançará esse ideal. Por tudo quanto conhecemos dela, já antevemos a profissional competente diante das doenças do corpo, e generosa diante dos males da alma.
          Filha carinhosa a proporcionar somente alegrias à família. Irmã parceira, amiga leal das confidências, dos segredos, do compartilhamento de tristezas e conquistas.  Maria Luísa Silvério Rodrigues é a amiga especial que pode nos dizer da amizade bonita que as une. Recentemente, os amigos Fábio e Teixeira fazem parte de seu afeto, já considerados pessoas da família.
          Ama, respeita, admira os avós.  Herdou da bisavó, Maria Maximiliana, a devoção à Santíssima Virgem. Nossa menina é religiosa, de preces, de ação e de fé. Participa das pregações de Louvores ao Senhor no EAC, e sempre integra equipes para encontros de formação e espiritualidade.
          Agora, Maria Carolina completa 15 anos. Adentra a juventude aquecida por uma infância feliz.  A mocidade é considerada por muitos o tempo mais feliz da vida por guardar os sonhos, o entusiasmo, as descobertas. É o tempo de flores e de amores, mas também é o tempo de incertezas e dúvidas que o fazem instigante e desafiador. Embora haja hoje maior abertura ao diálogo, aos namoros, aos prazeres, é preciso ter discernimento diante da liberdade.  É época do plantio daquilo que se vai colher depois. Por isso, desejo à Maria Carolina todas as bênção de Deus sobre sua vida. Que Ele guie seus passos no caminho do bem, enquanto Maria Santíssima vá acalantando-a e dando-lhe o colo nos atalhos do caminho.
          Há de se ter paciência e compreensão com a menina-moça. Nela misturam-se alegrias e tristezas, “um quer e não quer”, um vaivém de emoções que a faz inconstante. Machado de Assis define muito bem essa etapa da vida:
Está naquela idade inquieta e duvidosa,
que não é dia claro e já é o alvorecer;
entreaberto botão, entrefechada rosa,
um pouco de menina e um pouco de mulher.
É que esta criatura adorável, divina,
nem se pode explicar, nem se pode entender;
procura-se a mulher e encontra-se a menina,
quer-se ver a menina e encontra-se a mulher.
              Agradecemos a Deus pela vida de Maria Carolina, por suas qualidades e escolhas. Agradecemos, também, pela família amorosa e atenta, especialmente pelos pais que souberam lhe dar incentivo às realizações, exemplo à conduta e amor incondicional a forrar de segurança seus passos.
          Que a felicidade faça morada em você. Não só dessa felicidade de risos e alardes, mas da grande felicidade interior, que a leve a se sentir feliz em qualquer tempo, em qualquer lugar. Mesmo sendo inverno, que você guarde no peito a primavera.
           A oração seja-lhe alimento diário. Aprendida no colo da mãe, no catecismo de criança e nos ensinamentos do divino Mestre, possa você, no poder infinito da prece, inundar-se de paz e fortalecer a fé – que é graça e busca.
          Não pense que só lhe desejo instantes sérios e compenetrados. Não. Desejo-lhe risos, viagens, namorados, amores, amigos, sonhos e mais sonhos. E mais: que você conserve o coração de criança para se deslumbrar com as coisas simples da vida. 

          Continuo seguindo seu sucesso e torcendo por você.  

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

A alegria que o livro traz


            A convite da professora Jussara Ribeiro Santos estive, no dia 21 de outubro, em São Domingos das Dores para uma tarde com alunos, professores e livros num clima de muita alegria. As Escolas Municipais “José Chagas Lopes” e  “Juca Jacinto” reuniram-se para um momento de literatura.
Emocionou-me a homenagem. Sendo cidadã honorária da cidade, e tendo composto o hino do município, fui recebida com muito carinho pelas escolas.
O fechamento do projeto sobre poesia contou com a presença de todos os alunos dos educandários, professores e direção. Focalizaram minha obra em prosa e verso.  A ornamentação do recinto foi preparada com dedicação e gosto: o hino exposto em um grande cartaz, reprodução de capas dos meus livros, mesa com flores e muito colorido.
Os alunos – os grandes protagonistas do evento – receberam-me com entusiasmo, demonstraram muito interesse pelos livros e fizeram lindas apresentações de poemas do livro “Lua de rapadura.”
Foi um verdadeiro espetáculo a participação das crianças comandadas pela professora Carminha que, com graça, simpatia e muito talento, soube prender  a atenção dos pequenos e tecer comentários incentivadores antes de cada número.   Todos os alunos se apresentaram e fizeram bonito nas declamações e danças. Muito atentos, aplaudiram a história que contei e, pude ver nos olhinhos curiosos, o interesse bem aceso.
Um dos momentos mais interessantes na minha lida com textos é ver o encontro dos livros com o público alvo. O entusiasmo das crianças gratifica-me, e o trabalho abnegado das professoras fala-me da grandeza do mestre e da Educação.
Por esse momento de literatura e homenagem, devo agradecer. À diretora Cislei Moreira Portes e todos os professores que tornaram possível esse instante de envolvimento com a leitura, a arte e o prazer. De forma especial, agradeço à Jussara pelo convite e empenho, também as gentilezas do professor Geraldo, chamado carinhosamente de Viola. Além de buscar-me em minha casa e me trazer de volta, foi um excelente anfitrião e conhecedor entusiasta da história da terra.
Agradecer a Deus  a oportunidade de  desenvolver o meu trabalho com entusiasmo e poder conviver com crianças e adolescentes, professores e livros. Fico feliz em ver que minhas histórias e versos puderam inspirar momentos tão enriquecedores.  Nas asas da palavra, as escolas voaram alto levando os alunos ao encontro das estrelas.

O que disseram as professoras:

“Amiga Marilene Godinho,
Nada acontece sem ser sonhado. Sonhamos muito com esse momento e foi inesquecível e você é incomparável. Nosso muito obrigado.”
Professores e alunos da E.M. José Chagas Lopes e E.M. Juca Jacinto.
São Domingos das Dores

“Nós da Escola Municipal José Chagas Lopes, ficamos muito felizes com sua presença. Muito obrigada.”











quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Marilene Godinho faz palestra no curso Cleber Godinho

            Marilene Godinho faz palestra no 19º Curso Cleber Godinho. O tema: A arte de conviver foi desenvolvido para médicos e secretárias no dia 14/10/2015.





Festa do lançamento dos livros "Cadê o palhaço?" e "Mãe com mel"

Festa do lançamento dos livros "Cadê o palhaço?" e "Mãe com mel", dia 19/09/2015, na Unec. Muita alegria e expressivo público.












sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Padre José Raul dos Santos Oliveira

                    
Esteve de aniversário o querido padre José Raul. Constitui alegria imensa para todos nós que o admiramos e sabemos da importância de seu trabalho e de sua vida. Mais um ano no calendário das abnegações, das mãos estendidas, do olhar voltado para o alto, dos passos seguidores das pegadas de Jesus.
Nasceu no dia 1º de setembro de 1953 em Jequeri, Minas Gerais. Filho de Antônio Raimundo de Oliveira e Amélia Pedro dos Santos. Seis filhos dividiam o convívio harmonioso de uma casa simples, mas radiante de bênçãos e paz.
Criança tranquila e boa, nunca foi afeito a grandes travessuras. Religioso, já resplandecia nele aquela chama que antecipava, aos olhos de todos, a futura vocação.  Garoto, ainda, era chamado para rezar o terço com os fiéis da redondeza. Devoção exercida com a seriedade dos que têm fé, e com o entusiasmo dos que sentem tocados pelo olhar do Mestre.
Os primeiros estudos foram feitos em Dom Cavati, depois continuou no Colégio São João Batista em São João do Oriente, uma escola particular que o premiou com uma bolsa de estudos por ter alcançado excelentes notas.  Estudioso e aplicado, ingressou no Seminário Diocesano Nossa Senhora do Rosário e São José, de Caratinga, onde estudou  por todo o tempo de preparação e formação ao sacerdócio.  Nessa época, Monsenhor Raul era reitor do seminário, e padre Othon, diretor espiritual.  A esses dois sacerdotes, dedica gratidão e apreço pelo acompanhamento e incentivo no atendimento e na realização do chamado divino. Ordenou-se no dia 31 de janeiro de 1982 em Taruaçu, Minas Gerais.    Concluiu o curso de psicanálise em Belo Horizonte ampliando o conhecimento de professor e entendedor da mente e do comportamento humanos.
A partir da ordenação, ele iniciou o ministério sacerdotal marcado pela entrega abnegada às causas de Deus. Sem olhar limitações, cansaços, lutas de todos os dias, foi cumprindo sua missão com os olhos fitos na cruz e no amparo de Nossa Senhora, que nunca despreza os seguidores de Seu Filho.
Duas irmãs e três irmãos recebem dele segurança e amor.  Por terem perdido os pais muito cedo, padre José Raul tomou o lugar paterno e materno da família. Como pai amoroso compartilha alegrias, tristezas, lutas e vitórias. Quando é preciso, oferece ajuda material, econômica e, sobretudo, sua presença a infundir confiança. Sendo, também, um pouco mãe, dá colo, mima, faz agrados.  Na verdade, ele é luz sempre acesa em volta da qual a família se agasalha.  Em troca, recebe carinho e reconhecimento dos irmãos que, ao falarem dele, não encontram palavras para definir a generosa partilha dos bens e do próprio coração.
Com o mesmo fervor com que reza as ladainhas da Igreja, percorre a ladainha de suas andanças levando a Palavra, a Eucaristia, o perdão, o Amor. Deixou- se inteiro nas várias cidades por onde passou: Igreja da Conceição em Caratinga, Santa Bárbara do Leste, São Sebastião do Sacramento, Divino, Santa Rita de Minas, Entre Folhas, Ipanema, Caputira, Bom Jesus do Galho, São João do Oriente e, atualmente, é vigário da catedral de Caratinga.
Aqui em nosso meio, continua iluminando. Bondoso, simples, culto, vai espalhando carisma, sorriso manso, fala leve e profunda. Suas homilias são de sacerdote-professor, sempre levando os argumentos de forma didática, muitas vezes coloquial, e interessante.  É um dos padres que mais recebem e atendem pessoas. Procurado por fiéis e amigos de toda parte, incluindo os paroquianos dos lugares por onde passou. Uma multidão que não quer prescindir de sua direção espiritual, de seus conselhos e do convívio feliz que preenche o coração.  Tudo por causa de sua amabilidade, virtudes e sensibilidade para entender o outro e descobrir no recôndito das almas o que as perturba e as faz sofrer.  Com sábias palavras, sabe colocar o bálsamo contido nos evangelhos: “eu vim para que tenhas vida, e vida cada vez mais abundante”.
Desejamos-lhe felicidade.  Que possamos, por muitos anos ainda, tê-lo entre nós para banhar-nos na água viva de seu exemplo e ensinamentos. Que o Espírito Santo continue inspirando-o e apontando-lhe metas e caminhos para que haja semeadura perene e fértil nas searas do Reino do Pai.  Parabéns!     E seu louvor, padre José Raul, repetimos a delicada prece irlandesa: “Que a estrada se abra à sua frente, que o vento sopre levemente às suas costas, que o sol brilhe morno e suave em sua face, que a chuva caia de mansinho em seus campos, e até que possamos festejar essa data outra vez, que Deus o guarde na palma de Sua mão”.