domingo, 14 de março de 2021
Heróis da Saúde
domingo, 7 de março de 2021
Dia internacional da mulher
Dia
8 de março é o dia internacional da mulher. Muito justa a homenagem
considerando os sofrimentos, preconceitos e lutas da mulher durante séculos.
Considerando, também, as conquistas, mesmo que debaixo de batalhas e incompreensões.
Durante
séculos perdurou a imagem da mulher em condições equivalentes à de escrava; ser
livre era somente um direito dado ao homem. As funções principais femininas
eram a reprodução, a amamentação e a criação dos filhos.
Na
idade média havia grande perseguição às mulheres num movimento chamado “Caça às
Bruxas”. As bruxas eram as mulheres que agiam contra o tradicional e
inquestionável sistema. Houve até a publicação de um manual que fazia
referência ao texto sagrado sobre a criação da mulher, justificando sua
inferioridade por ter sido formada de uma costela defeituosa de Adão, por isso
ela seria um ser humano imperfeito.
No
século XIX veio o capitalismo e o desenvolvimento da tecnologia. Então, a
mulher pôde trabalhar nas fábricas, mas com remuneração pequena. Era um duplo
trabalho, pois as mulheres trabalhavam muito dentro e fora de casa.
As
mulheres sempre insatisfeitas desejavam que a situação de inferioridade
mudasse. E um rasgo de mudança aconteceu
a partir do Iluminismo e da Revolução Francesa.
Com
o desenvolvimento das cidades e do constante progresso, as mulheres puderam
fazer reivindicações para conseguirem direito semelhante ao dos homens. Mas
tudo era feito com medo e sempre recebiam represálias. O machismo, como sempre,
estava enraizado na alma do homem. No entanto, muitas mulheres conseguiram se
destacar pela força do temperamento forte, do talento e do desejo de melhorias
para a classe. Com esforço, conseguiram o direito de estudar e de votar. Aos
poucos foram marcando seu lugar na luta pela igualdade de direitos.
Um
dos pontos mais sofridos para a mulher foi, justamente, no convívio com os
maridos. Machistas e preconceituosos, tratavam as esposas com rispidez e até
com violência, certos de que elas não poderiam viver longe deles por não
trabalharem e, por conseguinte, não terem dinheiro para a manutenção delas e
dos filhos. Aliás, antigamente, a mulher que se separasse do marido era mal
vista pela sociedade e, às vezes, considerada prostituta. A culpa
da separação era sempre dela. Também as
traições que as mulheres tinham de suportar eram um calvário sem remédio.
As
conquistas foram chegando e a mulher, hoje, já adquiriu muitos direitos. Na
literatura, no emprego público e em outras ocupações, ela já mostrou sua grande
capacidade e talento. Muitas mulheres, ao longo da história, têm seu nome e
suas realizações marcantes. Mas ainda
temos um caminho de conquistas pela frente. Haja vista o feminicídio que tem
ceifado a vida de tantas mulheres pelos machistas sem ética e ainda acreditando
que ser homem é não deixar que a mulher seja valorizada e possa exercer seus
direitos. É uma questão de mentalidade, de conscientização. Como esses valores
não podem ser impostos, a situação vai se arrastando à espera de uma solução
efetiva.
Não
podemos deixar de mencionar os homens que sempre souberam respeitar a mulher.
Muitos eram gentis, educados e até apoiadores dos feitos dela.
Parabéns
a todas as mulheres! Que possamos continuar propondo nossos direitos e sermos a
parte sensível e amorosa da sociedade. Nossa grande alegria é a maternidade. Só
nós podemos conceber um ser humano, amamentá-lo e ensinar-lhe o caminho do
bem. Que mesmo em lutas, possamos ser a
ternura, a paz e o verdadeiro amor.
Marilene
Godinho
domingo, 28 de fevereiro de 2021
Relacionamento aberto
Atualmente
está cada vez mais adotado o relacionamento aberto entre os casais. Não é um
comportamento desconhecido. É sempre citado o relacionamento, no século
passado, dos filósofos franceses Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir. Viviam
em casas separadas, sem filhos e permitindo envolvimento amoroso com outras
pessoas.
Hoje
a relação aberta é adotada por muitos casais que justificam: “Os casais vêm
perdendo o interesse em se fechar em contato a dois, cheio de possessividade. O
amor na monogamia vai perdendo força com o passar do tempo, pois a grande
atração do princípio vai se diluindo com a rotina, e o amor vai se
transformando com o tempo de convívio”.
As
relações abertas modernas são consensuais e igualitárias praticadas por casais
que admitem contato sexual com outras pessoas, mas mantendo o esposo ou esposa
como prioridade.
A
psiquiatra Carmita Abdo – grande profissional no assunto – diz: “Há pessoas que
não se adaptam à exclusividade e precisam buscar alternativas para viver um
relacionamento saudável.” Carmita pondera: “Mas não é todo mundo que admite um
relacionamento aberto. Demanda muito equilíbrio entre as partes, comunicação,
maturidade e desapego.”
O
conceito de família começou a existir há cerca de 5 mil anos, com o estabelecimento
da propriedade privada e, consequentemente, com a herança. Daí veio a imposição
de fidelidade e o surgimento do amor romântico, que vigora até hoje.
A
juventude atual explora a sexualidade muito cedo e ainda conta com as redes
sociais e os aplicativos de namoro que aumentam a possibilidade de conhecer
outras pessoas e marcar encontros sexuais. Isso ajuda a desejar um casamento
aberto.
Acredito
que o casamento monogâmico faz com que a família esteja mais unida pela vida
toda. E isso é bom para os filhos e para o casal que pode fazer a união ser
eterna. Penso que o casamento aberto só ocorre para satisfazer o desejo sexual,
pois o carinho e a amizade são alimentados no casamento comum. O casamento
monogâmico acabará sendo um arranjo fora de moda.
Penso:
justamente a fidelidade sexual, que é tão importante, é que será retirada dos
relacionamentos abertos. E a infidelidade tem sido causa de tantos sofrimentos
e término de casamentos. Talvez por isso queiram inovar fazendo da fidelidade uma
condição sem importância.
Embora
se respeite os que adotam essa nova postura, será difícil entendê-la se somos
tradicionais e com a moral baseada nos ensinamentos religiosos. O tempo vai
contar se esse tipo de amor dará certo.
Marilene
Godinho
domingo, 21 de fevereiro de 2021
A pandemia favorece o divórcio
Segundo
as recentes pesquisas, está havendo muitos divórcios por causa da pandemia. De
acordo com os psicólogos, o convívio intenso durante o isolamento tem
sobrecarregado física e emocionalmente as famílias no Brasil e no mundo.
Nessa
época de pandemia, o divórcio é mais pedido pelas mulheres, segundo
estatísticas. E a reclamação frequente é a tripla jornada. Essas mulheres trabalham,
cuidam da casa e dos filhos. Não aguentam relacionamentos machistas, pois
muitos homens não ajudam em tarefas de casa.
O
aumento de convívio gera aumento de conflitos. Diante das separações,
perguntamos: Onde está o amor?
Lembro-me, então, do que disse um famoso psicólogo: “O amor não sustenta
um relacionamento, é o bom relacionamento que sustenta o amor.” Sabemos,
também, que o amor é como uma planta que necessita de água, sol , limpeza e
outros cuidados para crescer e ficar bonita.
Antes,
os casais levavam bem as diferenças porque não passavam o tempo todo juntos.
Saíam para o trabalho, para encontrar amigos, para uma escapadela que dava
leveza ao relacionamento em casa. Agora, não. No contexto de união absoluta,
coisas pequenas ficam grandiosas. Ele fuma demais, ele não levanta bem a tampa
do vaso sanitário, briga muito com os filhos. Ela reclama muito, distrai das
tarefas de tanto que fica no celular, não procura fazer pratos variados para as refeições.
A
causa maior desses divórcios está no que afirmam os psicólogos: os divórcios,
nessa época, ocorrem com casais que já enfrentavam problemas antes. O convívio
intenso só aumentou os problemas já existentes.
O lockdown levantou o véu que ofuscava a verdade sobre alguns
casamentos. Pois, na verdade, há muitos
casais que continuam unidos e muito bem. A pandemia os uniu porque souberam
usar o relacionamento como recurso nesse momento de crise. Os casais que
cuidaram do amor como planta rara, têm
conseguido passar bem esse período.
Uma
lição que a pandemia deixa para os casais. Desde
antigamente, o casamento é
considerado como uma conquista. Depois de realizado, os casais se
acomodam na sensação de que atingiram o objetivo. E não investem na relação,
não criam situações agradáveis na convivência, na motivação e no
romantismo. Quando na verdade, o casamento
é o início do processo de conquista.
Investir
na felicidade do casamento ajuda a manter o amor em qualquer situação.
Marilene
Godinho
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021
Campanha da Fraternidade
domingo, 7 de fevereiro de 2021
O aborto novamente em pauta
Há
pouco, a Argentina legalizou a prática do aborto no país. Estabelece que as
mulheres têm direito de interromper a gravidez até a 14ª semana de
gestação. Passa a ser o 67º país a ter o
aborto legalizado, argumentando que “o aborto seguro, legal e garantido por lei
amplia os direitos das mulheres e garante a saúde pública”.
Diante
dessa legalização, as discussões sobre o aborto retornam.
Por
ser católica, preocupo-me com a parte religiosa, sobre os ensinamentos de Deus.
Busco a doutrina oficial da Igreja que, sobre esse ponto, é terminantemente
contra, taxativa e se propõe como definitiva.
O ponto
principal da argumentação da Igreja é a defesa da vida, reiterada como um
princípio absoluto, imutável e intangível. A existência de uma pessoa humana,
sujeito de direitos, desde o primeiro momento da concepção, é o pressuposto
para se considerar a interrupção da gravidez como um ato homicida em qualquer
momento da gestação e sob quaisquer condições.
A sacralidade da vida humana e a condição da pessoa do embrião fundam a
condenação incondicional do aborto, integrando argumentos de ordem religiosa,
moral e biológica.
A
condenação da interrupção voluntária da gravidez funda-se numa proposição de
fé, segundo a qual a vida humana tem caráter sagrado por ser um dom
divino. O papa Paulo VI, citando Pio
XII, não deixa dúvidas: “Cada ser humano, também a criança no ventre materno, recebe
o direito de vida imediatamente de Deus, não dos pais, nem de qualquer
sociedade ou autoridade humana”. Atentar contra a vida é atentar contra o
próprio Deus. Do direito à vida derivam todos os outros direitos.
Uma
vez que, segundo o magistério da Igreja, desde o primeiro momento de fecundação
há uma pessoa humana completa, o aborto torna-se um ato moralmente inaceitável
e condenável, verdadeiro homicídio. E provocar a morte de um ser humano
inocente constitui uma situação de tríplice injustiça: contra a soberania de
Deus, único Senhor da vida; contra o próximo, que é privado do direito de
existir como pessoa; e contra a sociedade que perde um de seus membros.
O
documento de 1984 da CNBB: “Por ser um supremo dom natural de Deus, todo ser
humano deve ser preservado desde o primeiro instante da concepção, sustentada,
valorizada e aprimorada. São inaceitáveis, como atentado contra a vida humana,
o aborto, o genocídio, a eutanásia, a tortura, a violência física, psicológica
ou moral, assim como qualquer forma injusta de mutilação”.
No
Brasil, essa prática não virá tão cedo, pois os governantes e a maioria do povo
são contra o aborto. Preocupa-nos a situação atual dos Estados Unidos, pois o
novo presidente, Joe Biden, é a favor do aborto. Isso significa que o número de
mortes de crianças será imensamente grande. Considerando que a maioria das
mulheres faz do aborto um anticoncepcional e, pelas recentes pesquisas, mais de
20 mil crianças foram mortas por aborto, considerando os países que o adotam.
Só
nos resta rezar para que Deus nos ajude e ajude a tantas crianças que poderão
morrer. Os abortistas dizem que o aborto
é uma conquista da mulher. Imaginem, uma conquista de matar! E a vida continua e, a cada dia, vemos atos
absurdos acontecendo. Só mesmo um milagre poderá conter tantas vidas
interrompidas.
Os
católicos esperam que o papa Francisco pronuncie sobre o assunto, já que ele é
argentino e é uma voz potente digna de consideração. Quanto mais houver vozes
contra o aborto, mais as mulheres poderão se conscientizar, pois a lei que
legaliza o aborto não precisa ser usada pelas mulheres que não concordam com
ela.
Marilene
Godinho
