sexta-feira, 7 de julho de 2017

Marilene Godinho é homenageada na Escola Professor Jairo Grossi

Crianças em prosa e verso

Atendendo com imenso prazer o convite da Escola Professor Jairo Grossi, estive no educandário com a diretora, orientadora, professores e alunos do 5º ano para um encontro literário. Focalizaram meus livros, principalmente o Lua de Rapadura. Os alunos muito bem orientados, segundo as professoras, mostraram-se participantes e interessados durante o desenvolvimento do projeto, o que resultou numa culminância exitosa que contemplou o ler, o escrever, o declamar e o poetar. Foi uma festa de literatura!
O momento, enriquecido com o Recital de Poesias, contou com versos de minha autoria e da autoria dos alunos.  Pudemos verificar o quanto souberam escrever poemas com criatividade, confirmando que a criança se identifica muito com rimas, o ritmo, o lirismo e os achados poéticos.
Foi evidenciada a arte de declamar, por meio da qual os poemas adquiriram vida. Declamar não é somente falar, mas, antes de tudo, transmitir a emoção que o poema exige para ser entendido e tocar a sensibilidade do ouvinte. E, naquele momento, os poemas declamados mostraram o talento e o envolvimento dos alunos com a emoção- sentimento que define a poesia como sendo tudo o que nos rodeia e nos emociona.
Compareço com alegria a essas homenagens por saber que, antes de tudo, é o livro que está em evidência. É ele que merece o alarde. E para mim, como autora, é um incentivo ao meu trabalho.  Outro motivo que me alegra é ver a lida da criança que, para me homenagear, faz pesquisa, entrevista, escreve biografia, decora poemas. Um verdadeiro exercício de literatura de forma prazerosa.  
Para completar, a prosa ficou por conta das perguntas dos alunos. Bem elaboradas e vindas da curiosidade, elas me deram a certeza da importância do contato entre o escritor e os leitores. 
É preciso agradecer e parabenizar.
Meu agradecimento à Diretora da escola. Francisca Pires permitiu o evento, deu força e promoveu uma recepção gentil com direito a lanche farto de gostosuras mineiras. A Márcia Rodrigues, responsável pelo projeto. Eficiente e sensível soube colher o merecido sucesso com apoio da supervisora Poliana. Também, as professoras Dirlene, Sueli, Ângela, Poliane e Aline. Com abnegado esforço, tornaram possível aqueles instantes de beleza e arte. Sabemos que, embora seja compensador, o trabalho é árduo, e só atingiu o objetivo porque contou com a competência e dedicação dessas heroínas mestras de todos os dias. Pudemos ver atrás de cada gesto, de cada poema, o coração vibrante das professoras seguindo – olhar atento, semblante feliz- as apresentações.
De forma especial e com redobrado afeto, agradeço a minha querida Elisa Rezende Marques, coordenadora da área de linguagem. Desde sempre a meu lado, propaga minha obra e incentiva-me. E, por gostar de literatura, tudo o que vem dela é comprometimento com o texto, com o ensino e com o aluno. E, nessa homenagem, além de me receber com sorriso de festa e alma iluminada, acompanhou o evento e elaborou um cartaz no qual se lia: “Há pessoas que mudam a história, há outras que contam histórias para mudar o mundo.”  Tocou-me profundamente.
Senti-me gratificada de ver o entusiasmo dos alunos pelos livros. Aquelas carinhas risonhas abasteceram –me de ânimo.  Pois quando se trata de literatura infantil, o prazer conta muito na formação do hábito de leitura.   Quando o encantamento ocorre, é um sinal de que a obra lida atingiu seu objetivo maior. Um grande beijo doce para as crianças.
Que as bênçãos de Deus continuem nos abençoando na missão divina de educar e levar a palavra portadora de bem. É na Educação que reside a esperança de um Brasil melhor. E o livro carrega o conhecimento e sua função libertadora. Por isso desejo que as crianças leiam e escrevam muito para que possam adquirir a consciência crítica e o prazer de viajar na garupa das palavras rumo à felicidade.
Agradeço, mais uma vez.  E, por ter sido perfeito esse encontro mágico, também não faltaram flores.





quarta-feira, 22 de março de 2017

Entrega do Prêmio Marilene Godinho de Literatura

Em março de 2017, houve o lançamento do livro "Além da palavra" e a entrega do "Prêmio Marilene Godinho de Literatura" em sua segunda edição, instituído pela Academia Caratinguense de Letras. 
Autoridades, autores e o público estiveram presentes. No momento, Marilene Godinho usou da palavra para agradecer a deferência de dar nome a um concurso tão importante. Após o evento, foi servido um lauto coquetel. 
Algumas fotos retrataram o momento.








quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Palestra no 20º Curso Cleber Godinho

20º Curso Cleber Godinho.
Palestrante Marilene Godinho com o tema: "A arte de conviver"






sexta-feira, 20 de maio de 2016

Ele merece!


Estaremos lançando o livro “O Bom Semeador” em homenagem ao padre Humberto Boreli. Será no dia 11 de junho próximo, no Centro de Convenções Dário Grossi, (UNEC), às 20 horas.
Padre Boreli nasceu em Manhuaçu, MG, cursou o Seminário em Mariana, MG, e exerceu o ministério sacerdotal em Santana de Manhuaçu, Simonésia, Conceição de Ipanema e Caratinga.
Seu fecundo sacerdócio enriquece a diocese de Caratinga e edifica o  Reino do Pai no  meio do povo. Alegre, comunicativo, simples, espontâneo, profundamente generoso e santo, soube cativar paroquianos e  amigos, fazendo-se um dos padres mais amados  aqui e em todos os lugares por onde passou. Seu nome é sinal de acolhimento, de amizade, e sempre evoca boas lembranças de gestos inesquecíveis que marcaram a gratidão de muitos que, dele precisando, receberam palavra boa e bênção de luz. Seu trabalho incansável deu ênfase aos grupos de espiritualidade.  Na Diocese, fundou os Cursilhos de Cristandade e o ECC, foi a voz mais forte das CEBs, Coordenador de Pastoral, construtor de mais de 50 capelas  para facilitar a evangelização nas pequenas comunidades. Por 52 anos consagrou o Corpo e o Sangue de Cristo na celebração da missa diária, distribuiu a Eucaristia, pregou a Palavra de vida eterna, perdoou e amou.  Muitas vezes sangrou os pés nas pedras do caminho, sentiu solidão, sofreu incompreensões, esvaziou-se de sua vontade para atender a vontade dos superiores, sentiu cansaço, chorou... mas nunca esmoreceu. Por temperamento e graça divina, revestiu-se de alegria, e a caminhada tornou-se doce e leve. Nas asas da fé, da mesma fé com que atendeu ao chamado do mestre, consumiu-se em salvar almas e propagar uma de suas mais evidentes convicções: a misericórdia de Deus.
Nos lugares por onde fui à procura de informações para o livro, os paroquianos e amigos não encontravam palavras sublimes que pudessem descrever a figura de padre Boreli e a bondade com a qual ele soube abrigar todos no coração. A admiração das pessoas beirava a veneração. Então compreendi o grande milagre que ocorre quando a graça de Deus reveste uma alma. Pelo sacrifício de Padre Boreli e por suas abnegações, o Espírito Santo fez dele um sábio, um profeta, um outro Cristo.
Por todo bem plantado por esse apóstolo incansável, penso que não poderíamos deixar de escrever um livro eternizando seus passos. Na verdade, ele merece uma obra muito maior e melhor do que as páginas simples que escrevi, mas, já que eu quis ousar, procurei, na simplicidade do meu texto, apenas revelar a figura de Padre Boreli e suas virtudes mais evidentes com as quais – acredito – ele tenha atingido as almas e anunciado, em palavras e atos, a Boa Nova. Um livro pequeno, sem os ditames das grandes biografias, mas levando acontecimentos de uma vida tão preciosa  com o fervor de prece.
Para receber os amigos, preparei momentos de arte.  Sendo padre Boreli descendente de italianos, a abertura da festa está a cargo de um grupo de dança vindo de Belo Horizonte para nos encantar com uma Tarantela – dança típica da Itália. Rico figurino, máscaras originais e  ritmo contagiante. Depois, artistas de casa darão um show à parte. Poema, o talento e criatividade de Kellyúsquia e sua academia que mostrarão o que temos de mais belo na área de dança. Também,  o carisma de Padre Gleidson. Ele tem arrebatado plateias com sua voz e postura de um enviado do céu que, por meio dos talentos que Deus lhe deu, evangeliza e  encanta. O Coral Ad Gloriam do UNEC  vai nos enlevar com a música “Cio da Terra” – de Milton Nascimento e Chico Buarque – que naquele momento, louvará O BOM SEMEADOR, título que tão bem traduz Padre Boreli . No momento final, haverá o agradecimento a Deus pela vida do homenageado. Chegarão do céu 80 anjinhos para nos ajudar a cantar o parabéns.
Padre Boreli ficará muito feliz com a presença de todos. A festa só terá sentido se vivenciada com os amigos. Não se pode brindar um grande momento sem que muitas mãos se levantem em acenos de alegria.
Aguardo vocês! 

     

      

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Dia de padre Boreli


Padre Humberto Boreli será homenageado, pelos 80 anos de vida e 51 anos de sacerdócio, com um livro biográfico e momentos de arte. Será no dia 11 de junho próximo, às 20 horas, no Centro de convenções Dário Grossi.
Ele merece a deferência. Primeiramente, considerando-se a figura do sacerdote que, por si só, já evoca admiração e louvores. Como disse São João Vianney – o cura d’Ars – patrono dos vigários: “Deus está oculto no sacerdote, como a luz atrás da vidraça, como o vinho misturado à água.”  Na verdade, o sacerdote, de certo modo, continua a obra da redenção por nos recordar os ensinamentos de Jesus e o caminho da salvação por meio da Palavra  e da Eucaristia. Sem os padres o evangelho talvez se perdesse no tempo por não encontrar repetidores.
Padre Boreli é esse sacerdote com jeito especial de evangelizar. Seu pastoreio é caracterizado pelo amor. Coração generoso, faz da misericórdia o sentimento mais brilhante de seus gestos e ações, desejos e prece.
A maior parte de seu ministério sacerdotal foi como vigário e pároco. Isso significa que quase toda  sua caminhada transcorreu-se junto ao povo. Por isso aprendeu a auscultar os corações, a sentir as carências e alegrias do povo, a ser o bom pastor reunindo e salvando ovelhas. Com humildade, espontaneidade e alegria cativou todos que o cercam. Não há uma pessoa  sequer que, tendo convivido com ele,  não o tenha admirado e amado.
A formação de grupos de espiritualidade e a construção de capelas e igrejas são a tônica de sua missão sacerdotal. Os Cursilhos da Cristandade, o ECC, as CEBs, Pastorais  e todos os movimentos que congregam pessoas para formar mutirão de evangelização, tiveram em padre Boreli apoio e fomento. Edificou mais de 50 igrejas em comunidades distantes para congregar os fiéis em grupos pequenos facilitando a comunicação, a escuta, o seguimento.
O Bom Semeador – título do livro – deseja definir padre Boreli. Ele semeou a boa semente em terra fértil, em terra árida, em invernos de quietude, em outonos de folhas caídas. Em todo o tempo, em qualquer solo, colheu primaveras porque suas mãos  souberam regar e zelar como jardineiro do eterno, esquecido de si mesmo para se preencher das coisas do alto. Semeou a paz, a alegria, as parábolas de Jesus e imprimiu na alma do povo a imagem de um Deus perdoador.
Incansável, não para nunca. Mesmo aposentado, trabalha como antes e atende e leva alento e perdão. Os médicos sugerem que diminua a carga de trabalho e repouse mais. Ele continua a lida e diz que nasceu para servir, e quer continuar servindo sempre, pois foi para servir que escolheu ser sacerdote.  Sua maior alegria é estar no meio do povo.
Por tanto e por tudo, vamos manifestar-lhe reconhecimento. E convidamos todos para esse encontro. Embora padre Boreli seja modesto, sei que ficará muito feliz com a presença dos amigos pelos quais dedicou a vida, o melhor de sua juventude, o mais sublime de seu sacerdócio.



sexta-feira, 15 de abril de 2016

Padre Gleidson Forte Martins



Padre Gleidson é um show de padre, e um padre que faz show! Alegre, comunicativo, voz bonita, gestos que abrigam, alma generosa de sacerdote comprometido com a missão de mostrar o caminho do Reino.
A mídia tem padre Fábio de Melo, padre Marcelo Rossi, padre Reginaldo Manzotti e outros. E, nós, também temos o padre Gleidson a levar o evangelho nas asas de sua arte. Ele usa instrumentos atuais para evangelizar e cativar o rebanho que, encantado, ouve a voz do Pastor, e se achega para banhar-se na Palavra proclamadora da Boa Nova, e na Eucaristia, alimento de vida eterna.
Padre Gleidson possui talentos, e não os enterra. Antes, coloca-os a serviço de Deus, da Igreja e de todos. Aproveita-se dos dons que Deus  lhe deu para levar a verdadeira mensagem de Jesus em homilias, pregações e encontros. Somam-se a isso a música e o contentamento que enlevam e ensinam a linguagem dos anjos. Nutrido das bênçãos do Espírito Santo, ele tem arrebanhado almas, antes frias, para a prática religiosa. Ele tem conquistado público para sua música, para suas missas e para os encontros de espiritualidade. Simples, humilde, gente como a gente. Projeta e figura de Jesus ao acolher ricos e pobres, incultos e letrados. Estica o tempo e inventa minutos porque deseja estar sempre disponível para atender, celebrar, abençoar e... cantar. É muito procurado para aconselhamentos e confissões. Ao sondar as dores da alma, ele se insere de tal maneira na vida das pessoas, que descobre a lágrima oculta e sofre junto. Quando passa o dia inteiro vivendo os problemas dos consulentes, sente-se exausto, como se sobre seus ombros pesasse as mágoas de todos.  E se aflige no desejo de encontrar soluções e levar a paz.  
Uma pessoa com tantas virtudes e qualidades, e que agrada a tanta gente, certamente incomoda. Padre Gleidson deve incomodar muita gente que pertence a dois grupos: os tradicionais que não aceitam mudanças, e os invejosos que não suportam o sucesso do outro. Na verdade, “ninguém atira pedras contra árvores sem frutos.”   Essa situação é comum na Igreja. Muitos padres já passaram por momentos de incompreensões, e venceram, porque a promessa de Jesus é cumprida: “Eu estarei sempre com vocês”.  O papa Francisco, exemplo vivo de Jesus, disse em entrevista: “Aquele que constrói muros e não constrói pontes, não é cristão.” E as pessoas atentas aos eventos da Igreja, sabem que o papa tem lutado para implantar as propostas do Concílio Vaticano II, que ainda não foram totalmente atendidas, e tem encontrado muita dificuldade e intolerância, geralmente por parte dos radicais que não desejam ares novos  à Igreja.    Padre Gleidson tem construído pontes para que todos se sintam ligados entre si e irmanados pelos  ensinamentos divinos.
Nosso padre cantor nasceu em Fotaleza, no Ceará, no dia 18 de setembro de 1985. Filho de Luís Evanilson Teixeira Martins e Maria das Graças Forte Martins.  Criado numa família religiosa, tem dois irmãos e uma irmã: Giuliano, Gonzaga e Ghimena.
Pela inquietude e pelo dinamismo de hoje, já se sabe que ele foi uma criança levada da breca!  Corria com os amigos numa algazarra sem fim e, de tanto subir no pé de goiaba – travessura proibida pela mãe – acabou quebrando os dois braços de uma só vez. Deu trabalho. Mas, por incrível que pareça, ele não gostava de tirar retratos, não gostava de festas de aniversário, e não gostava muito de ir  à igreja. Durante as celebrações, puxava o cabelo das outras crianças, mascava chicletes e inventava moda. Mas o menino cresceu um pouco e, quando Jesus escolhe um discípulo, não vê barreiras, considera apenas a Sua vontade. E ao escolhido, basta apenas a Sua graça e nada mais.
O “segue-me” de Jesus aconteceu devagar. Depois de ser crismado e de ter feito a Primeira Comunhão, sentiu um toque mais profundo e o desejo de se avizinhar das coisas de Deus. Padre Adriano incentivou muito sua ascensão espiritual, como o padre Francisco, que também faz parte de sua história. Frequentava igrejas e ajudava os párocos. Muitas vezes, durante as missas, levava a Bíblia num ritual à moda do Ceará: numa peneira coberta com uma toalha bordada ou rendada, o livro sagrado era conduzido por ele, enquanto entoava um cântico religioso, mostrando já um rasgo de sua arte.
Passou por Sete Lagoas, MG, Igreja da Boa viagem em BH, e em Bogotá, Colômbia.
Ordenou-se em Fortaleza, pelas mãos de Dom Jorge, no dia 10 de março de 2013. Exerceu o ministério sacerdotal na Argentina, e agora chega a Caratinga.
Padre Gleidson tem apenas 3 anos de sacerdócio, e traz na bagagem a esperança, o entusiasmo e o desejo de acertar,  como todo jovem idealista. É espontâneo como os puros de coração, e tem os olhos límpidos que lhe permite ver somente o bem em cada um.
Não deixemos que a maldade se apodere de nós. Não apontemos erros com nossos dedos sujos. Não magoemos os pés desse mensageiro de Deus que anuncia a paz, colocando pedras em seu caminho.  Façamos da palavra – dom que somente nós, humanos, possuímos – um instrumento para elevar, incentivar, amar.  Lembremo-nos de que um pregador da Palavra e da doutrina é uma luz. E a luz – conforme o evangelho – não foi feita para ser colocada debaixo da cama ou do armário, mas foi feita para ser colocada no candeeiro, num lugar alto para que possa iluminar.
Desejamos que padre Gleidson seja muito feliz entre nós.  Que ele continue espalhando seu canto bonito e exercendo seu ministério nesta terra, cuja característica maior é o calor humano de nossa gente. Seu trabalho haverá de ser grandioso, como tem sido até agora. Saúde, fortaleza, fé, alegrias, realizações. E...chap, chap!





sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Prêmio Marilene Godinho de literatura



A Academia Caratinguense de Letras – instituição a que tenho a honra de pertencer – instituiu o concurso com o meu nome, destinado ao público infanto-juvenil. No dia 23 de fevereiro passado, no Centro de Convenções Dário Grossi, realizou-se um grande evento para o lançamento do segundo volume do livro “Além da Palavra” e para premiar os vencedores do concurso Marilene Godinho de literatura. Foi uma comemoração festiva que contou com primorosa organização e um número expressivo de pessoas.
Diante de tanta consideração e deferência recebidas, quero agradecer. Primeiramente, ao Eugênio Maria Gomes, de quem partiu a ideia do concurso, e depois à Academia Caratinguense de Letras por ter aquiescido a indicação dele. Agradeço, também, ao professor Antônio Fonseca, sempre presente com seu aplauso.
Eugênio tem promovido a literatura, não só com a publicação de seus livros, mas também incentivando a que outras pessoas escrevam.  É um grande administrador de empresa e pró-reitor do UNEC. Além do trabalho empresarial, desenvolve projetos que movimentam a instituição e a elevam em qualidade de ensino, em captação de alunos e melhoria no relacionamento dos docentes. E mais: é amigo. Meu e de todos os que o cercam. Ele sabe conquistar e fazer com que mostremos o que há de melhor em nós. Não poupa palavras de elogios, nem gestos de verdadeiro incentivo, porque tem o coração bem arrumado de vencedor.  Possui tantas qualidades que é apontado como candidato à prefeitura de Caratinga. Neste momento em que nossos líderes não aparecem, o nome dele desponta como estrela nova de brilho novo.
Vivenciei, naquele momento de homenagem, uma emoção muito grande.  Não mereço, evidentemente, mas recebo como incentivo ao meu trabalho e por considerar que, eventos assim, servem para colocar o livro em evidência.  Ele, sim, merece todo alarde.
Abraçar os vencedores e ver o entusiasmo no rosto de cada um, foi  gratificante. Por fim, o troféu. Lindo, expressivo, de feitura primorosa. Para mim ele vale mais do que a estatueta do Oscar! 
Vivenciando, ainda, o contentamento daquele instante, volto aos primeiros passos de minha lida com os livros.  Por questionar a validade de meus textos  e a grande responsabilidade de colocar uma obra nas mãos de crianças, procurei uma editora séria para avaliação. A Editora Comunicação – destinada à publicação de livros infanto-juvenis – aprovou  o meu primeiro livro: Balão Azul. A partir daí, empreendi uma luta de bandeirante com garra, porque sabia que ninguém é profeta em sua terra. Com ajuda de amigos, diretoras,  famílias e amigos, consegui fazer o Balão Azul alçar voo.   André Carvalho – editor – é um homem brilhante, inteligente e conhecedor do mercado de livros,  levou o meu livrinho em muitos pontos do Brasil, indo parar até na feira de livros em Bolonha , na Itália. Como pessoa incentivadora, mandou-me os pareceres positivos de cada  ledor do Conselho Editorial. E, então, nunca mais parei.
Continuo publicando, dirigindo oficinas de Produção de Textos e fazendo festa.  Brevemente farei uma homenagem muito significativa considerando a grandeza do homenageado: Padre Boreli.  Falaremos mais depois.
Muito obrigada a todos que têm trabalhado para que o livro seja amado, requisito indispensável  na  formação do hábito de leitura, pois só pelo prazer a criança ficará, verdadeiramente, amiga do livro.